Projeto Redação 2017 –  Ética um princípio sem fim

Projeto Redação 2017 – Ética um princípio sem fim

 

Foi uma noite inesquecível. Mil e seiscentos convidados participaram do evento de encerramento do projeto Redação 2017 na casa de espetáculos Ribalta, na Barrada Tijuca. Neste ano, com tema  “Ética, um princípio sem fim”, cerca de 150 alunos apresentaram formas variadas de teatro, música, encenações e interpretações de textos sobre o assunto. Logo no início o professor Adilson Manoel da Costa foi homenageado. A filha dele, Jéssica Bastos dos Santos, agradeceu: “Ficamos muito felizes com o reconhecimento e o carinho de todos”.

Nos bastidores o clima era de colaboração para que todos chegassem ao palco com figurino e maquiagem caprichados. “É muito bom porque temos a oportunidade de conhecer melhor alunos de outras turmas e interagir”, explicou a aluna Camila Rocha, do 2º ano da unidade Taquara, enquanto se preparava para dançar balé. A coreografia envolveu vários alunos da turma, que contaram com a ajuda de um professor de dança para os ensaios.

O empenho na montagem do espetáculo foi marcante em todas as turmas. O 9º ano matutino da unidade Taquara, por exemplo, encenou uma peça escrita por uma aluna com os 48 estudantes da sala.  Entre as apresentações, uma banda formada por professores e alunos do Ícone davam um tom especial ao evento.

Na plateia famílias inteiras incentivavam os estudantes no palco: pais, mães, tios e tias, amigos e avós. Elaine Pereira de Macedo, de 78 anos, fez questão de comparecer para aplaudir a neta, Ana Clara de Macedo, do 1º ano B da unidade Taquara, que fez uma apresentação de teatro. “É ótimo ver o desenvolvimento dela. Costumava ser muito tímida e agora está cada dia mais desenvolta” diz, orgulhosa. Silvia Santana, mãe de Gabriel, do 6º ano, também elogiou o projeto. “Essa troca entre a escola, os pais e alunos é muito enriquecedora. Meu filho experimenta, se identifica e se realiza”.

Esta é a terceira edição do Projeto Redação, que começa com a definição do tema. Os professores se reúnem e sugerem 3 opções, que são colocadas em votação. O tema escolhido é trabalhado de forma interdisciplinar em sala de aula e os alunos são incentivados a enviar textos e imagens tratando do assunto. O material é transformado em um livro que é lançado em um grande evento envolvendo os estudantes, a escola e as famílias. “O evento é importante para que o aluno demonstre outras habilidades e competências, além da grade curricular da escola”, afima Thiago Coutinho, coordenador do Ícone Colégio e Curso.

A proposta visa ampliar o o olhar crítico do aluno, torná-lo um leitor proficiente e promover o acesso à cultura. “Neste ano decidimos falar sobre ética, não apenas no âmbito político, mas sobre a ética do dia a dia, aquela que permeia nossa relações com a sociedade. A ideia foi mostrar aos alunos que a mudança começa em nosso próprio ambiente e em nossas relações interpessoais. Esse trabalho coroa nossa proposta pedagógica, a qual acredita que é possível harmonizar a preparação para o vestibular com a construção e consolidação de valores e princípios necessários a uma sociedade justa e saudável”, explica Fernando Venâncio, diretor do Ícone.

 

 

Entrevista exclusiva com Augusto Cury 

Entrevista exclusiva com Augusto Cury 

Augusto Cury é um fenômeno. Médico psiquiatra e escritor, já teve livros publicados em 70 países e vendeu mais de 25 milhões de cópias somente no Brasil. Ele desenvolveu a  Escola da Inteligência Emocional,  um programa educacional cujo objetivo é desenvolver a educação socioemocional no ambiente escolar. O programa é aplicado dentro da nosssa grade curricular e envolve alunos, pais e professores. Cury falou com exclusividade sobre a Escola da Inteligência para o Ícone Colégio e Curso.

 

Como a Escola da Inteligência impacta na formação dos alunos do Ícone Colégio e Curso? 

Augusto Cury:  Tenho discorrido com pais e diretores de instituições educacionais sobre como trabalhar as habilidades socioemocionais é tão ou mais importante quanto desenvolver habilidades cognitivas para a obtenção de bons resultados em diversas esferas do bem-estar individual e coletivo.

É preciso ensinar a juventude a proteger a emoção, gerir os pensamentos, ter resiliência, pensar antes de reagir, colocar-se no lugar do outro, trabalhar perdas e frustrações, ter proatividade, ter a capacidade de se reinventar, libertar a criatividade e construir relações saudáveis. Essas habilidades são usadas a vida toda.

Por isso, a EscoIa da Inteligência somou forças com o Ícone Colégio e Curso, buscando suprir a lacuna da educação emocional, tão essencial na formação de cidadãos autônomos e indivíduos mais saudáveis, que consigam gerenciar e potencializar suas qualidades e resolver suas dificuldades.

 

Por que a participação dos pais é importante na aprendizagem? 

Augusto Cury: Tenho visto pesquisas que mostram que filhos se tornam mais bem-sucedidos e felizes quando seus pais participam de forma ativa em sua educação.

Precisamos criar uma intimidade real com os jovens, uma empatia verdadeira. Não podemos apenas criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser difundida na relação em família. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição das emoções é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo.

É isso que os pais estão começando a enxergar: participar é a melhor forma de trabalhar os ensinamentos da escola, criar laços saudáveis e auxiliar na aprendizagem dos jovens.

 

Como pais, alunos e professores podem avaliar o resultado da Escola da Inteligência? 

Augusto Cury: Pais, alunos e professores podem observar diversas consequências positivas do Programa, como o gerenciamento das emoções e desenvolvimento da inteligência, a melhoria do rendimento escolar e do aprendizado, além da construção de habilidades para cultivar relações saudáveis e administrar conflitos tanto dentro quanto fora de casa.

 

Como os professores participam? 

Augusto Cury: Os professores participam ativamente do programa, aplicando uma hora/aula dentro da grade curricular da escola. As atividades são trabalhadas com o auxílio de materiais impressos e audiovisuais produzidos pela Escola da Inteligência e avaliação do desenvolvimento da inteligência socioemocional, para ensinar os alunos sobre o funcionamento da mente e os comportamentos humanos.

Os professorem têm como apoio nossos materiais ricos em informações específicas sobre os objetivos de cada lição, aula e atividade a ser trabalhada com os alunos, além de explicações práticas sobre a teoria da Inteligência Multifocal, de minha autoria, potencializando o ensino de forma significativa e prazerosa para educadores e estudantes.

 

A educação socioemocional também é importante para todas as idades? Inclusive para alunos que estão se preparando para o vestibular? 

Augusto Cury: Sim, as habilidades socioemocionais são importantes para todas as idades, não apenas na infância. Sem esse trabalho, formaremos adultos frustrados, que não sabem lidar com suas emoções e os obstáculos da vida. Com a educação socioemocional, estamos preparando nossos jovens para tornarem-se indivíduos pensantes e não apenas repetidores de informação.

Durante o período pré-vestibular, nossos queridos estudantes muitas vezes acabam por sofrer ansiedade e estresse excessivos. Alguns resultados disso são a falta de atenção e desmotivação, que influenciam negativamente na hora das provas. Trabalhar o gerenciamento das emoções é essencial para alunos que estão passando por esse momento.

 

Que mudanças podemos esperar na sociedade a partir da educação socioemocional?

Muitas pessoas não são preparadas para gerenciar as emoções, e isso repercute negativamente nas relações interpessoais, no sucesso profissional e na qualidade de vida. Por isso, nunca estivemos tão doentes.

Mas, a sociedade tem percebido que não adianta ter os conhecimentos e habilidades necessários para gerenciar o mundo de fora se, primeiro, não aprendermos a gerenciar o mundo de dentro.