Ícone Solidário

Ícone Solidário

O Ícone Colégio e Curso acredita que ser solidário contribui na formação humana do indivíduo, colaborando na integração com os outros e nas relações sociais.

Nesse sentido, o Projeto Ícone Solidário surge com o objetivo de trabalhar a solidariedade na escola e em sala de aula, sendo a escola um espaço de fundamental importância para que a democracia se construa. Um lugar que deve contribuir para que os alunos entendam seus direitos e deveres.

O Projeto será um meio para a prática da solidariedade, conduzindo os alunos, professores, responsáveis e toda a comunidade escolar a reconhecer a condição do próximo e não ficar insensível a ela.

Durante o Projeto, serão realizadas ações diversas que terão por objetivo alimentar no aluno a ideia de que ele pode fazer e ser a diferença na realidade que está ao seu redor.

Diga Não ao Racismo – Projeto Multidisciplinar

Diga Não ao Racismo – Projeto Multidisciplinar

“Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. Esta frase, 

muito bem escrita, rica em significados e extremamente profunda, é o primeiro artigo de uma das declarações mais importante atualmente em todo o mundo: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU – Organização das Nações Unidas.

O que mais me chama atenção quando leio este artigo é que tudo que ali está escrito parece tão óbvio, tão básico, mas, se pararmos um instante apenas para refletir, perceberemos que liberdade e igualdade em dignidade em direitos ainda são conceitos tão distantes da nossa realidade.

 

Nas lutas travadas na humanidade sempre existiram protagonistas e parceiros. Esses conceitos sempre ficaram martelando na minha mente.

 

Quando as muitas lutas com as quais nos identificamos, mas que não são nossas diretamente, nos convidam a sair da nossa apatia, nos convidam a tomar algum posicionamento, somos considerados parceiros nesta luta. Apoiamos a causa porque acreditamos nela, mas não somos a personagem principal.

 

Hoje, fico olhando para as lutas que travamos em nossa existência. Percebo que ficamos nos revezando nas posições de protagonistas e parceiros. E isso não nos torna mais ou menos importantes em nossas batalhas. Mas sim imprescindíveis.

 

Segundo o Atlas da Violência 2017, no Brasil, a cada 100 pessoas assassinadas, 71 são negras. Ainda de acordo com o Atlas, o feminicídio de negras aumentou 54% enquanto de brancas diminuiu 10%. As mulheres negras também são mais vitimadas pela violência doméstica. Mais da metade da população prisional brasileira é composta por negros e pardos. E as estatísticas continuam em diversas outras áreas: educação, saúde, divisão de riquezas, desemprego etc.

 

Discutir a questão da discriminação racial é ter a capacidade crítica de olhar para a realidade e perceber que o racismo ainda está entranhado em nosso comportamento enquanto sociedade. Somos racistas. Mas esse fato não é uma condenação. É algo que pode e deve ser mudado. Mesmo que isso implique muito trabalho.

 

Não importa se você é negro, branco, homem, mulher, criança, adulto… nenhum desses rótulos torna você melhor ou pior do que qualquer outro ser humano. Torna apenas diferente. E essa diferença deve ser respeitada!

 

Nossa obrigação enquanto seres humanos é nos tornarmos protagonistas em algumas lutas e parceiros em outras para que todos possamos ser livres, iguais em dignidade e em direitos. Só assim conseguiremos atingir a profundeza de significado presente neste primeiro artigo da Declaração dos Direitos Humanos.

 

E assim, juntos, nesta corrente de protagonistas e parceiros veremos nascer em nós este espírito de fraternidade tão sonhado, tão desejado, mas, às vezes, tão distante da nossa realidade!

 

Por isso, no ano em que celebramos os 100 anos do nascimento de Nelson Mandela e os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e lembramos os 50 anos da morte de Martin Luther King, é de fundamental relevância discutir a respeito da discriminação racial. Pensando nisso, o ÍCONE COLÉGIO E CURSO elaborou um projeto com o objetivo de conscientizar todos os envolvidos sobre a necessidade de combater toda e qualquer forma de racismo, criando o sentimento de todos somos responsáveis por esse luta, seja como protagonistas ou parceiros.

O Projeto Multidisciplinar DIGA NÃO AO RACISMO terá inúmeras ações ao longo do ano e sua culminância acontecerá na Semana da Consciência Negra, em novembro. Nossa esperança reside na famosa frase de Mahatma Gandhi, nos convidando a sermos a “mudança que queremos ver no mundo”. Um mundo livre do mal do racismo começa com as nossas ações. Sejamos a mudança! Façamos a mudança!

 

Professor Vagner Lima

Coordenador do Ensino Fundamental II

Ansiedade e baixo rendimento escolar, existe alguma relação?

Ansiedade e baixo rendimento escolar, existe alguma relação?

Muito tem se ouvido sobre a ansiedade. Vivemos em uma sociedade extremamente ansiosa, na qual todos sofrem por antecipação, por não acreditarem na sua capacidade. Buscam cada vez mais coisas de que não necessitam, e esse desejo de ter sempre mais, associada à rapidez e à evolução das tecnologias tornaram as pessoas apressadas, a ponto de uma espera por algo simples se tornar uma verdadeira tortura.

Você já sentiu aquele frio na barriga antes de uma prova? Já tremeu ao, saber que teria de falar em público? Ficou esperando muito por algo e essa espera te causava certa agonia? É bem provável que o sim seja sua resposta para todas essas indagações. Todos nós já ficamos ou ficaremos ansiosos em algum momento da nossa vida. A espera por algo que queremos causa uma ansiedade, a qual é, até certo ponto, normal. Quando queremos muito algo, esperamos que aconteça rapidamente. No entanto, esse sentimento de forma excessiva pode se configurar em um transtorno que prejudica, não apenas a vida acadêmica, mas também todo o convívio social do indivíduo.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), os transtornos de ansiedade compartilham característica de medo e ansiedade excessivas e perturbações comportamentais. O medo é a resposta emocional a uma ameaça iminente real ou percebida e a ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura.  Existem alguns tipos de transtornos de ansiedade, dentre eles estão: o transtorno de ansiedade social, também conhecido como fobia social, que é resumidamente uma ansiedade referente ao contato social, situações nas quais o indivíduo tem de ser exposto socialmente e isso lhe gera um desconforto exorbitante. A síndrome do pânico é caracterizada também como um transtorno de ansiedade, que se refere a ataques de pânico inesperados e recorrentes, com sintomas de medo e/ou desconforto intenso.

Infelizmente, no cenário social que conhecemos hoje, existem muitas pessoas que sofrem com a ansiedade, tanto que se configurou como o mal do século. Essa ansiedade, em alguns casos, dá-se pela insegurança diante do olhar do outro. O que eles vão pensar de mim?” “Será que vou ser aceito?” “E se eu falar algo errado?” Algumas pessoas fazem esses questionamentos diariamente, pois têm necessidade da aprovação e, ao mesmo tempo, medo da reprovação das pessoas para com ela. Na adolescência, isso se torna ainda mais intenso, uma vez que, nessa fase da vida, está-se em processo de mudança, tanto no sentido físico, quanto cognitivo e afetivo.  No ambiente escolar, não é diferente. Mudar de escola, ter de conviver com pessoas que ainda não conhece, a adaptação a um novo ambiente também gera ansiedade e apreensão. As provas são grandes geradores desse sentimento, pois reeditam questionamentos como: Será que eu vou me dar mal?”  “Será que vão achar que sou burro?”.

Estudos evidenciam que a ansiedade é uma das grandes responsáveis pelo baixo rendimento escolar, pois afeta a capacidade de memorizar conteúdos, prejudica a atenção e o interesse pelo assunto a respeito do que está sendo ensinado, porque a mente está no motivo gerador da ansiedade. Além disso,  atrapalha também a relação com os colegas e com os professores. Essa ansiedade causa um medo de se expor socialmente, principalmente em situações de avaliação, por receio de não conseguir dizer o que gostaria e ser motivo de chacota entres os colegas.

Sabe-se que a ansiedade é um problema real, que prejudica a relação social, acadêmica e emocional do indivíduo, por isso é necessário a ajuda de um profissional de saúde mental para tratar essas questões. Muitos são os fatores que podem desencadear um transtorno de ansiedade, sendo assim esse profissional direcionará o indivíduo a tratar o motivo gerador da ansiedade.

 

Karen Venancio

CRP 05/4380

Psicóloga do Ícone Colégio e Curso