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A cada dia, tornam-se mais comum casos de bullying, sobretudo no ambiente escolar. São formas de violência física, emocional e psicológica que acarretam sofrimento, angústia, dor e fragilidade. Muitas vezes, essa prática é tratada, erroneamente, como uma brincadeira de mau gosto e pode causar danos físicos e psicológicos à vítima.
No Brasil, o bullying é traduzido como o ato de “bulir”, “tocar” e pode manifestar-se com práticas de ridicularização, agressão verbal ou física ou depreciação com apelidos humilhantes. É geralmente praticado por um ou mais indivíduos com o objetivo de intimidação. Na maioria dos casos, o bullying é iniciado contra aquele indivíduo que não consegue se defender, o que facilita a ação do agressor.
O bullying tem se tornado frequente em escolas e pode trazer consequências diversas para o aluno vitimado, a saber: problemas na aprendizagem, depressão, irritabilidade, transtornos de ansiedade, pensamentos destrutivos (de morte) e até consequências físicas como distúrbio de sono e falta de apetite. Em muitos destes casos, a vítima recorre a tratamentos psicológicos para amenizar as marcas que tais agressões podem gerar.
Segundo pesquisa do IBGE, os casos de bullying em escolas brasileiras aumentou de 5% para 7% e o mesmo levantamento aponta ainda que 20,8% dos estudantes já praticaram algum tipo de bullying contra os colegas.
O assunto é sério e deve ser tratado na mesma proporção, visto que, para a Justiça brasileira, a prática do bullying está enquadrada em infrações previstas no Código Penal, como injúria, difamação e lesão corporal.
A Lei nº13.277, de 29 de abril de 2016, institui o dia 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. E isso é apenas um passo nessa batalha. Há muito ainda a ser feito na intenção da erradicar a prática do bullying, mas isso está diretamente condicionado à postura e atitude de cada um de nós. Neste sentido, precisamos estabelecer, praticar e multiplicar a ideia: “Não faça bullying! Faça amigos!” Haverá sempre alguém que pode ajudar.

 

Renata Rocha

Psicóloga do Ícone Colégio e Curso