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A violência sexual é um ato que viola os direitos e a intimidade de uma pessoa. Quando essa violência se dá contra crianças e adolescentes, os danos são ainda maiores, pois a vítima não tem a capacidade de entender e consentir tal ato. A violência ou abuso sexual contra crianças se torna uma recompensa para o abusador, uma vez que o ato se baseia numa relação de poder e dominação.

O abuso sexual pode ocorrer em dois âmbitos, a saber: intrafamiliar, quando é praticado por um membro da família, com laços afetivos; ou extrafamiliar, quando praticado por alguém fora do contexto familiar. No primeiro, o abusador ocupa uma posição favorável, por sua idade, por sua superioridade e pela imposição de meios, tais como intimidação ou chantagem emocional. Estudos revelam que, em 75% dos casos, o abusador é o pai ou padrasto e, em sua maioria, as vítimas são do sexo feminino. Nesses contextos, o abuso pode ocorrer por anos. A vítima pode não conseguir relatar o fato a outras pessoas, por medo de não obter credibilidade em sua fala, por medo das ameaças feitas pelo abusador, bem como pelo sentimento de vergonha, o que determina que o crime fique apenas entre o abusador e a vítima.

O abuso sexual deixa sequelas imensuráveis, sobretudo, quando é cometido por aqueles que deveriam assegurar amor e confiança. As crianças e adolescentes vítimas de violência sexual podem desenvolver quadros de depressão; transtornos de ansiedade, alimentares e dissociativos; hiperatividade; déficit de atenção; transtornos de personalidade borderline e transtornos de estresses pós-traumáticos; podendo ainda desenvolver crenças disfuncionais relacionadas à situação de abuso.

Diante disso, é necessário observar a ocorrência de alguma mudança de comportamento por parte da criança ou adolescente, como: desinteresse, desconforto ou medo repentino por pessoas próximas, com vinculo familiar ou apenas que tem acesso a casa, como vizinhos e amigos. Avaliar possíveis ameaças ou aliciamentos de pessoas fora do convívio familiar, incluindo também os contatos virtuais, os quais podem ser um instrumento para que o abuso aconteça.

Tendo em vista que o abuso sexual é um mal que assola e ocasiona danos imensuráveis para a vítima, faz-se necessário um olhar crítico e atencioso para o assunto. O dia 18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual. Sendo assim, não só nesse dia, mas em todos os outros, precisamos proteger nossas crianças e adolescentes. Caso tenha conhecimento ou suspeita de algum caso, você pode ajudar. Disque 100 e denuncie!

 

Karen Venancio

Psicóloga – CRP 05/4380

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