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“Nós nunca sabemos o que cada pessoa enfrenta”. Com essa frase, mergulhamos no mês de setembro. Mês este dedicado à prevenção do suicídio. E por que falar do suicídio é algo tão importante e necessário nos dias de hoje? Por razões bem simples, mas muito preocupantes:
• em 2015, foram 11.736 casos de suicídios registrados;
• deste total, 79% são homens e 21% mulheres;
• é a 4ª maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos;
• o principal meio é o envenenamento ou intoxicação (58% dos casos)*.
É preciso conscientizar as pessoas deste problema tão grave e atual, que tem tirado a vida de muitas pessoas. Por isso a campanha “Setembro Amarelo” vem nos mostrar a importância do diálogo, de se conversar sobre o assunto, de fazê-lo deixar de ser um tabu, mostrar às pessoas que elas não estão sozinhas, colocar-se verdadeiramente no lugar do outro e, por fim, dizer que a morte não é a solução.

Vários são os motivos que podem levar alguém ao suicídio. E nós jamais saberemos o que cada pessoa enfrenta. Por isso, a empatia é crucial nesse momento. Ter a capacidade de colocar-se no lugar do outro, entender seu sofrimento, ser companheiro em sua solidão, ajudar sem julgar, simplesmente estar ao lado. Inúmeros são os casos que poderiam ter sido evitados se nossos olhares fossem mais atentos às necessidades dos outros. Na maioria das vezes, estamos presos em nosso individualismo, buscando satisfazer apenas nossas necessidades e nos esquecemos que vivemos em um coletivo, que somos seres relacionais, que estabelecer vínculos é uma necessidade do ser humano.

A ação do Setembro Amarelo nos convida a olhar o outro, respeitando sua história, entendendo suas limitações e ajudá-lo a levantar-se. E você pode ajudar de inúmeras formas. O Centro de Valorização da Vida (CVV) possui um número exclusivo de telefone (188) para atender quem passa por esse problemas. São pessoas aptas a agirem nesses momentos.

Todos nós podemos ajudar alguém. Todos podemos fazer a diferença na vida das pessoas. Não precisam ser grandes ações. Quando nos dermos conta da força que temos, poderemos fazer desse mundo um lugar melhor. “A empatia é a força mais poderosamente perturbadora do mundo, só fica atrás do amor”, já dizia a escritora norte-americana Anita Nowak. Não tenha receios em usar essa força para fazer algo para aliviar a dor que o outro sente.

* Dados divulgados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM).

Prof. Vagner Lima