Na noite do dia 3 de outubro de 2018, a casa de eventos Ribalta foi o palco dos alunos do Ícone Colégio e Curso das unidades Taquara e Pechincha. Aproximadamente 2100 pessoas, entre alunos, pais e professores, participaram do evento de encerramento do projeto redação do ano, que refletiu sobre as transformações e impactos positivos e negativos da tecnologia e constante conectividade das pessoas de nossa sociedade.

“É algo novo, inspirador. Tá me inspirando cada dia mais a seguir o que eu quero: a dança. O Ícone me proporcionou várias experiências que eu não teria vivido e eu sou muito grato por isso. Estar aqui no Ribalta é algo supervalioso, porque eu nunca passei por isso. É uma coisa nova e eu estou muito feliz”, diz Guilherme Rodrigues, aluno da primeira série da Taquara, sobre estar envolvido em um evento desse porte e a importância que tem para o seu futuro.

Fernando Venancio, diretor do Ícone Colégio e Curso, abriu a celebração com palavras de satisfação e agradecimento: “Nós estamos realizando mais um grande sonho, ao estar aqui nessa casa para consolidar um trabalho que foi desenvolvido desde abril. Para começarmos, eu gostaria que vocês aplaudissem essas pessoas que foram responsáveis por isso: cada um de nossos professores. A vocês, em primeiro lugar, muito obrigado.” Depois seguiu com a leitura do prefácio do livro Des#conectado, que contém textos, charges e desenhos de alunos do 6º ano do ensino fundamental ao pré-vestibular.

“Acreditamos que este trabalho, feito por muitas mentes e mãos, proporcionou, no mínimo, um intervalo para se pensar sobre como estamos nos relacionando com os outros e conosco mesmos nesse ambiente virtual onde todos falam, mas ninguém escuta; onde todos postam, mas ninguém enxerga; onde se busca a aprovação de pessoas que não têm legitimidade para isso; onde a aparência é mais relevante do que a essência.”, diz Fernando no prefácio da obra.

A pesquisa, o estudo e o empenho para refletir essas questões, tornou a conclusão do projeto redação de 2018 ainda mais especial na opinião da aluna Ana Clara Sena da segunda série do Pechincha: “Eu vou fazer uma dama do século XIX no Brasil para representar como eram as famílias de antes e como são as de hoje. Foi muito diferente participar desse projeto, porque ele foi muito grande, nós fomos achar roupa, todo mundo se empenhou, é um projeto da turma toda, a escola se importa muito com isso, foi muito legal.”

Durante as mais de três horas de evento, os alunos se revezaram no palco do Ribalta para declamar, cantar, dançar, interpretar e se desafiar como disseram as alunas Ana Luiza Passos da primeira série do Pechincha, “Às vezes, a gente fica muito nervosa e com pensamento que não vai conseguir, que a gente vai desistir, ou não está dando o nosso máximo, mas afinal a gente tá dando o nosso máximo, o máximo que a gente pode, que a gente consegue. E é sempre uma experiência nova fazer tudo isso para várias pessoas, porque você sente orgulho de você mesmo, de ter conseguido fazer algo”, e Maria Luiza da primeira série da Taquara, “a gente passa o ano todo se preocupando com o projeto, o ano todo preparando várias coisas diferentes e esse tá sendo desafiador: o Ribalta tá lotando cada vez mais! Mas, deu tudo certo.”

Nos intervalos, curtas feitos pelos alunos durante o projeto des#conectados foram passados no telão da casa. Eles provocaram risos e reflexões. Duas bandas do Colégio Ícone também se apresentaram: a dos alunos e a dos professores, ambas regidas pelo professor e maestro Sandro Bittencourt.

A estrutura de apresentação do projeto de redação 2018 integrou alunos, professores e pais em momentos de grande conexão presencial, sem perder a oportunidade de fazer vídeos, fotos e mostrar com orgulho tudo o que ali acontecia pelas redes sociais. Isso sinaliza o quanto o projeto des#conectados é atual e relevante, como disse Fernando Venancio no final do prefácio do livro: “Desejamos que […] você também seja conduzido a um momento ímpar de análise crítica desse tema, a qual o permita ver, no horizonte, um caminho muito estreito, ainda em construção, mas que pode ser uma alternativa equilibrada e saudável para a relação do ser humano com as mudanças que ele mesmo criou, de modo que a conexão com a realidade virtual não substitua o olhar, o aperto de mão, o carinho, o abraço e a companhia de quem mais importa.”