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Após dois anos de expectativas, durante pandemia, Ícone realiza espetáculo emocionante e abre espaço para um novo tempo

Cores, dança contemporânea, música, canto, VIDA. Foi com muita emoção que o Ícone Colégio e Curso gerou reflexão no domingo de 03 de outubro  através do Projeto Redação 2021, com o tema: “Ícones de Verdade”. Quem é seu ícone? Você é um ícone? O espetáculo aconteceu em duas sessões, no Teatro Village Mall, e mostrou que não é preciso ter fama para ser um, mas pelo simples fato de existirmos e inspirarmos ou sermos inspirados por alguém. O evento contou também com a apresentação da Banda Ícone, formada por professores e alunos.

Durante tempos tão conturbados, essa troca faz com que possamos encontrar nosso ícone num contexto simples, na rua, na mídia e até mesmo dentro da própria família, nas figuras de pai, mãe, avós, tios… Pessoas que transformam a vida de outras e que, muitas vezes, nem sabem que são ícones de verdade!

O sentimento de gratidão pela vida esteve presente durante todo o evento. Já na abertura, o diretor Fernando Venâncio diz: “A palavra de ordem hoje é gratidão: eu queria em primeiro lugar agradecer a Deus por estarmos aqui, pela saúde, por superarmos dois anos de pandemia, e podermos trazer um pouco de esperança, de paz e de fé ao coração de todos.”

Quando questionado sobre o fato de ter atuado e acompanhado o espetáculo de perto, ele diz a respeito do sentimento após tanto tempo em isolamento. “Ícone é uma escola viva, porém a pandemia nos privou de muitas atividades que fazem parte da nossa essência. O objetivo é poder mostrar a superação e a resiliência. Depois dessa crise global, nós permanecemos de pé. Os alunos, a equipe, a escola. Eu participei, nesse momento final, para representar a escola, para revelar que juntos de fato podemos construir um mundo melhor. Ser um ícone de verdade não significa necessariamente ser conhecido de todos, mas ser relevante para alguém.” – complementa.

O tema “Ícones de verdade” seria desenvolvido em 2020, porém permaneceu muito atual. Pensando nisso, Fernando afirma que: “Neste período caótico, é importante que cada pessoa se habilite a ser um ícone na vida de alguém.” O projeto ocorre anualmente e é subdividido em quatro etapas: análise, debate e reflexão sobre o tema; produção e seleção dos textos (poesias; paródias; músicas; crônicas; dissertações, enfim) para a composição do livro; preparação do espetáculo (audições; montagem do elenco e ensaios) e o dia da apresentação no teatro.

A estudante e participante Manuela Pimenta de Oliveira, do 8ª ano da tarde, atuou como narradora do espetáculo e conta o que aprendeu durante todo esse processo. “O espetáculo e a experiência são incríveis! Desde antes de entrar para o Ícone, eu já estava ansiosa e foi realmente muito bom. A gente aprendeu muito, se esforçou, ensaiou, e foi muito interessante narrar, fazer parte dessa história, foi incrível. Todos os professores vieram aqui nos assistir. Fernando, sempre preocupado, presente… E aprendi que a pessoa não precisa ser famosa nem fazer grandes coisas para ser um ícone de verdade. Ela pode ser uma pessoa qualquer que ajuda na rua, que trabalha, que se dedica...”, afirmou.

Quando pensamos nos tempos atuais, remetemos à esperança. Pensando nisso, Ana Carla Silva Oliveira, coordenadora do Ensino Médio, fala um pouco sobre a sensação de estar de volta em grande estilo e também sobre as expectativas daqui em diante: “Estávamos ansiosos para retornarmos e vermos os nossos alunos brilharem. Nós estamos muito gratos por termos a oportunidade de presenciar isso, é um grande presente. Os alunos hoje fizeram um carinho na nossa alma. É preciso pensar que, através da mensagem do tema deste ano, cada um de nós pode de fato ser ícones na vida das pessoas. Ícones que transformam, que acreditam e enfrentam a dificuldade, a diversidade com coragem, luta, garra, que é uma marca do povo brasileiro, esse povo tão lindo.”, afirmou.

Muitos professores fizeram questão de prestigiar de perto o resultado do projeto. Cíntia Ferrari – professora de Língua portuguesa e de Redação do Ensino fundamental, ressalta a importância do professor nesse momento tão importante. “Muito gratificante estarmos aqui depois de um momento de tensão que foi o isolamento. É um marco de um novo começo, de um novo momento e foi um espetáculo maravilhoso! Me emocionei diversas vezes, foi lindo ver os alunos e estar aqui.”, diz a professora.

E o que esperar daqui para frente? Segundo a diretora Késia Venancio, “Nossa esperança é que tudo volte ao normal, se regularize, para que, nos próximos, seja possível desfrutar com maior qualidade ainda com eles. Estamos muito felizes de estar aqui este ano. Achamos que não seria possível, mas tudo aconteceu no momento certo, da forma que teria de acontecer, por isso é muito gratificante.”

As apresentações contaram com atuações e apresentações musicais de alunos de diversas faixas etárias, vide os “ventinhos” que roubaram a cena em muitos momentos. A coordenadora Vívian Mourão, do Ícone Kids, afirma: “Para nós do Ícone foi um encontro muito importante, visto que conseguimos quebrar a barreira imposta pela pandemia. Todos precisavam desse encontro para confraternizar e acredito que esse tenha sido um momento ícone, onde pudemos reunir, participar e apresentar o nosso trabalho. Isso nos deixou felizes”.

O dia marcante é fruto do trabalho em parceria com os integrantes do Palco Literário – Priscila Lessa, Pedro Ruggiero e Bayron Alencar, diretores do espetáculo. Priscila ressalta: “Essa oportunidade de estarem em cena, vivendo essa arte num momento como esse realmente foi sensacional. Houve dificuldades exatamente por conta disso, mas todos eles, com tanta vontade, tanto empenho e dedicação, conseguiram entregar um espetáculo lindo e emocionante”. Para Bayron, “a arte e a cultura precisam voltar e estão voltando cada vez mais. Sem arte, educação e esporte, a gente não consegue desenvolver nosso lado humano, e quando a gente fala do tema tão bacana, isso reflete quem é o seu exemplo, quem você está seguindo para fazer o melhor para o mundo. Isso nos faz refletir e foi muito legal na audição que fizemos, o quanto deles trouxeram para que este texto escrito pela Priscila pudesse se desenvolver. Muitos citaram o pai, a mãe, ente querido que tinha do lado, que tinha amor, afeto. Querer trazer isso para o palco e homenagear é algo maravilhoso, acalenta o coração de quem está assistindo, de quem está dirigindo e deles também”, finaliza.

Já Pedro complementou ressaltando a respeito do documentário exibido no início do evento, em que mostra depoimentos de estudantes sobre seus ícones: “Surgiu essa ideia de fazer esse mini documentário e sugerimos para o pessoal da AIC (Agência Ícone de Comunicação). A ideia foi perguntar para os alunos quem era seus verdadeiros ícones.  Durante os ensaios, fomos nos surpreendendo cada vez mais com a resposta deles. Nos emocionamos e sentimos que era fundamental compartilhar com todos. A realidade é que  nosso ícone está ao nosso lado e não paramos para observar. Às vezes, os próprios pais não percebem que são ícones.”

E os pais realmente se emocionaram com a mensagem. Monique Medeiros, mãe das alunas que atuaram no espetáculo – Gabriela Medeiros (3º ano da tarde) e Giovana Medeiros (7º ano da tarde), conta que se emocionou e que sua filha sempre quis participar do espetáculo: “Giovana está há dois anos no Ícone. No primeiro ano, infelizmente por conta da pandemia, a gente não pôde aproveitar. Ela veio para o Ícone, porque esse espetáculo sempre foi muito bem falado, e ela tinha uma amiga que já era do colégio. Ela sempre quis participar e, dessa vez, assim que abriram as inscrições, já foi fazer a audição, e integrou o elenco. Eu fiquei maravilhada, porque a gente não sabe a proporção de como vai ser e mexe com o coração da gente ver nossos filhos depois de tanto tempo. Vimos que deu certo, que foi bonito, que eles tiveram responsabilidades. O Fernando, a equipe e toda a escola estão de parabéns, porque não é qualquer escola que faz isso, ainda mais do jeito que foi. Fiquei muito feliz.”, afirma emocionada.

Assim como diz a música interpretada ao final do espetáculo pelo diretor e alunos do elenco, “Só o amor muda o que já se fez, e a força da paz junta todos outra vez”.