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Compreender o conceito das competências socioemocionais perpassa pelo estudo das emoções. Ao longo da evolução humana, o tema emoções foi abordado de diversas maneiras, muitas áreas do conhecimento abordam as emoções em diferentes perspectivas: biológica, neuropsicológica e psicopedagógica.

Muitos acreditam que existem emoções boas e ruins, porém, na perspectiva biológica, todas as emoções são igualmente importantes e necessárias para a evolução e sobrevivência humana. Sentir-se triste é importante para ressignificar vivências, elaborar frustrações e recomeçar. Os momentos de tristeza geram no ser humano reflexão e nova tomada de decisão diante dos erros e frustrações. Sentir medo é inclusive um mecanismo de defesa, que nos faz evitar situações de risco.

A raiva bem elaborada aciona nosso senso de justiça e nos auxilia no processo de construção do senso crítico.  De fato, muitas emoções, quando não são gerenciadas, determinam transtornos, doenças psicológicas e conflitos interpessoais. Uma pesquisa realizada pela revista Você S/A revelou que 87% das demissões atualmente são por questões comportamentais e apenas 13% por questões técnicas, ou seja, falta de habilidades socioemocionais.

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as competências socioemocionais são: Autoconsciência, Autogestão, Consciência Social, Habilidades de Relacionamento e Tomada de Decisão responsável. Pensando na formação de um ser humano pleno, o papel da escola no desenvolvimento das habilidades socioemocionais é fundamental. Essas competências precisam estar na essência do Projeto Político Pedagógico das instituições de ensino. Pensar educação hoje vai além das competências cognitivas. Não basta englobar conceitos de cunho intelectual e ignorar as emoções. O ser humano é razão, mas também emoção. Não se pode desmembrar!

Karen Venancio – Departamento de Psicologia